O Tico-Tico #001-050

O Tico-Tico

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Foi publicado entre Outubro de 1905 e Fevereiro de 1962. Foram lançadas 2097 edições em diversos formatos e páginas. Distribuição Semanal, a partir de 1941 foi Mensal e depois de 1959 foi Bimestral.

revista O Tico Tico, lançada pelo jornalista Luís Bartolomeu de Souza e Silva, foi a primeira a publicar histórias em quadrinhos no Brasil. Sua primeira edição saiu no dia 11 de outubro de 1905, uma quarta-feira e não em uma quinta como dizia a capa. O modelo seguido pela Tico Tico era o da revista francesa La Semaine de Suzette, personagem que foi publicada pela revista com o nome de Felismina. Era publicada em dois tipos de papel, com quatro páginas coloridas e as restantes usavam no lugar do preto e branco habitual uma combinação de branco com vermelho, verde ou azul. O primeiro exemplar custava 200 réis e como não havia inflação na época a revista permaneceu com esse preço até a década de 1920.


O personagem mais popular da revista, Chiquinho, era uma cópia não-autorizada de Buster Brown, criado por Richard Felton Outcault. Este fato só veio à tona nos anos 1950, quando o plágio foi denunciado por desenhistas de São Paulo. Quando o personagem Buster Brown deixou de ser editado, sua contra-parte brasileira passou a ser desenhada pelos desenhistas brasileiros Loureiro, A. Rocha, Miguel Hochman, Alfredo Storni e seu filho Osvaldo.
Outros personagens que faziam muito sucesso foram Reco-Reco, Bolão e Azeitona, criação de Luiz Sá. Mickey Mouse fez sua estreia em quadrinhos no país em 1930 nas páginas de O Tico Tico e era chamado de Ratinho Curioso.


A maioria dos desenhos era copiada de revistas francesas, mas assim mesmo a revista revelou talentos nacionais como J. Carlos além de trazer alguns veteranos, como o cartunista Angelo Agostini (que desenhou o logotipo da revista).

A revista não teve rival à altura até a década de 1930, quando vários quadrinhos norte-americanos passaram a ser publicados no Brasil, principalmente depois do lançamento do Suplemento Juvenil de Adolfo Aizen em 1934. Perdeu ainda mais espaço quando começaram as publicações de histórias de super-heróis em 1939. 

Apesar da decadência de seus últimos anos, no geral a revista foi bastante popular, com uma tiragem que variou entre 20 mil e quase 100 mil exemplares, abrangendo várias classes, inclusive a intelectual. O político Ruy Barbosa foi um de seus leitores, assim como o poeta Carlos Drummond de Andrade.

A revista deixou de manter a periodicidade semanal em Agosto de 1941 na edição 1869, circulando desde então mensalmente nas bancas, e a partir de Janeiro de 1959, na edição 2078, a distribuição começou a ocorrer bimestralmente e , apesar de as capas serem  anunciadas como uma edição especial de Tico-Tico, as edições eram as da série regular.

Um fato importante ocorreu na série em Junho de 1914, por erro da editora foram publicadas duas edições diferentes contendo a numeração 454, depois disto a numeração seguiu normalmente sem erros.


 Galeria de Capas:

Edições 001 ao 005
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Edições 006 ao 010
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Edições 011 ao 015
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Edições 016 ao 020
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Edições 021 ao 025
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Edições 026 ao 030
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Edições 031 ao 035
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Edições 036 ao 040
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Edições 041 ao 045
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Edições 046 ao 050
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